11 a 14 de Maio de 2010 - Visita do Papa de Roma a Portugal.

   
 

 

“Confissões Cristãs podiam unir esforços”
JOÃO I,
Metropolita e Primaz
Da Igreja Ortodoxa de portugal

Seria necessário que Cristo se tornasse mediático no coração e na vida de cada cristão, de forma permanente e não fugaz ou esporádica, como aquela que transcorre de uma visita pastoral fortuita”.

Por ocasião da visita a Portugal de Sua Santidade o Papa Bento XVI, não obstante as diferenças amplas e profundas entre a Igreja de Roma e a Igreja Ortodoxa, queremos aqui acentuar e enaltecer um esforço comum e concertado que – quer-nos parecer – deveria existir por parte de ambas as Confissões Cristãs pois as duas têm posições semelhantes e poderiam unir esforços, num testemunho mais reforçado e consistente diante da sociedade civil, perante as imensas adversidades e autênticos atentados que, por toda a parte, são perpetrados contra a vida e dignidade humanas.
A este propósito dispõe Sua Santidade, o Papa Bento XVI, como teólogo esclarecido e avisado que é, se for essa a sua vontade, de todos os meios para poder participar num trabalho conjunto com a Igreja Ortodoxa, de uma forma mais ampla e eficaz.
Quanto à visita Pastoral, actual, do Papa de Roma a Portugal, apraz-nos realçar que o natural mediatismo que da mesma decorre terá, porventura, incidências mais relevantes no contexto político, social e cultural do País do que, propriamente no âmbito religioso.
Do ponto de vista eclesial, esta ocorrência peculiar – que a visita pastoral comporta – não cremos que transforme ou possa renovar de uma forma evidente, a vida, hábitos, costumes e rotina dos cristãos.
Passado o mediatismo da presença de Sua Santidade após terminada a sua visita pastoral a Portugal, infelizmente, o pálido compromisso com a Igreja, com Cristo e a ténue – se não mesmo ausente – relação fraterna regressará ao quotidiano da maioria dos cristãos.
Para que isto que afirmamos não fosse verdade, seria necessário que Cristo se tornasse mediático no coração e na vida de cada cristão, de forma permanente e não fugaz ou esporádica, como aquela que transcorre de uma visita pastoral fortuita como esta última de Sua Santidade o Papa a Portugal.


 
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