mansidão e serenidade ou, da malvadez, ruindade e crueldade de quem viveu e nos deixou como herança a inalterabilidade impassível e imutável da sua vida e da forma como a viveu;
Se tivessem voz, quantos não viriam do além-túmulo, reclamar justiça pelas aleivosias, infâmias e calúnias que sobre os mesmos alguém terá proferido?!
Ao invocarmos o nome do Nosso Bem-amado Proto-Diácono Miguel, não incorremos nesse risco, precisamente porque este Sacerdote da Igreja de Cristo, teve ao longo da sua vida em Igreja, uma vida perfeitamente definida e clara;
Sempre foi disponível;
Sempre foi leal com o seu Metropolita e com os seus Pares no Sacerdócio;
Sempre esteve presente, não quando podia, mas em todas as vezes em que foi chamado e reclamada a sua disponibilidade e serviço, precisamente nunca no seu tempo mas no tempo que a Igreja lhe indicava como útil e necessário;
Sempre pugnou por ser melhor Sacerdote em cada Liturgia que celebrava;
Antes de ser Sacerdote, também sempre batalhou e pelejou por ser um bom marido e um bom pai;
Sempre amou a Igreja e o seu Serviço de Sacerdote (na Ordem Maior do Diaconado) com rigor e exigência, as quais não poucas vezes granjeavam o descontentamento, desagrado e dissabor de muitos;
Por fim e, não menos importante, Amava a Igreja e defendia o seu Metropolita, como amava e defendia a sua própria vida;
Quando a vida é timbrada pelo amor e o amor tornado vida, saboreado e vivido em cada momento de Serviço prestado aos outros como sempre fez o Padre Proto-Diácono Miguel, não convém falar demais para não dizermos burrices e imbecilidades, nem falarmos de menos para não pecarmos por injustiça e arbitrariedade.
Donde, mais do que continuar a falar sobre o Nosso Bem-amado Proto-Diácono, convido a todos a recordarem a sua vida e a seguirem o seu exemplo despojado de comodismo e pleno de viçoso júbilo, qualidades e virtudes que incessantemente emprestava a tudo o que fazia em Igreja.
Possa o Senhor Nosso Deus e Salvador Jesus Cristo, recebê-lo no Seu Reino e dele guardar Memória Eterna.
Apresentamos diante do Proto-diácono Miguel, a gratidão de toda a Igreja Ortodoxa de Portugal por todo o Amor com o qual permanentemente ungiu o Labor, Tarefas e Serviço que lhe foram solicitadas.
Com Eterna Saudade, Memória Imorredoira e Grato Reconhecimento por ter Connosco partilhado 13 anos gloriosos da sua vida.
+João
Arcebispo Ortodoxo de Braga e Lisboa Metropolita e Primaz de Portugal, Espanha e Todo o Brasil |